Alunos de Arquitetura da UMJ transformam bairros de Maceió em instalações artísticas sensoriais

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O Centro Universitário Mario Pontes Jucá (UMJ) abre espaço para a criatividade e o olhar sensível de seus estudantes com a exposição de instalações artísticas produzidas por alunos do 1º período do curso de Arquitetura e Urbanismo. A mostra se encerra nesta sexta-feira (20), após ocupar, desde o dia 16, a área externa e os corredores da instituição, com visitação aberta ao público.

O projeto propôs uma imersão em quatro bairros de Maceió: Jaraguá, Jacintinho, Centro e Ponta Verde. Para além de uma representação visual desses territórios, os alunos foram desafiados a vivenciar cada espaço de forma profunda, por meio de derivas urbanas, uma metodologia que estimula a observação sensível da cidade em suas dimensões culturais, sociais e cotidianas.

A partir dessas experiências, surgiram instalações interativas que traduzem as percepções dos estudantes sobre os bairros, explorando elementos como sons, cheiros, imagens e estímulos táteis. O resultado é uma exposição que convida o público a sentir a cidade para além do olhar, promovendo uma conexão mais ampla com os espaços urbanos.

A atividade foi desenvolvida na disciplina História da Arte, Arquitetura e Cidade na Idade Antiga, integrando teoria e prática desde o início da formação acadêmica. A proposta reforça o compromisso da UMJ com uma educação que estimula o pensamento crítico, a experimentação e a compreensão da cidade como um organismo vivo.

Durante toda a semana, os alunos estiveram presentes no turno da noite, interagindo com o público e apresentando os conceitos por trás de cada instalação.

Para o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da UMJ, João Paulo Omena Silva, a experiência representa um eixo fundamental na formação acadêmica. “A proposta das derivas urbanas permite ao estudante desenvolver uma leitura mais complexa da cidade, indo além da dimensão formal e incorporando aspectos simbólicos, sensoriais e sociais do espaço urbano. Esse tipo de abordagem fortalece a capacidade crítica e projetual desde os primeiros períodos do curso”, destacou.

A iniciativa evidencia o papel da universidade na formação de profissionais atentos às transformações urbanas e capazes de propor novas formas de interpretar e intervir na realidade das cidades.

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