Psicologia da UMJ aproxima estudantes da realidade comunitária da Vila Emater-2

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Aula de campo na Asmove promove diálogo com moradores e fortalece a formação acadêmica por meio da Psicologia Social Comunitária

A teoria ganha novos sentidos quando encontra o território, as pessoas e as histórias que fazem parte da vida cotidiana. Foi com essa perspectiva que estudantes do 4º período matutino do curso de Psicologia do Centro Universitário Mário Pontes Jucá (UMJ) participaram no dia 18 de setembro de uma aula de campo na Associação de Moradores da Vila Emater-2 (Asmove), como parte das atividades da disciplina de Psicologia Social Comunitária, sob orientação da professora Dra. Layse Veloso.

Segundo a professora e doutora Layse Veloso, a experiência proporcionou aos estudantes um contato direto com a comunidade e permitiu compreender, na prática, como fatores sociais, culturais, econômicos e territoriais influenciam a vida das pessoas e a construção das relações comunitárias. “A atividade foi desenvolvida a partir de uma perspectiva dialógica e participativa, inspirada na práxis freiriana, compreendendo o território não apenas como um espaço geográfico, mas como um lugar marcado por histórias, memórias, relações, desafios, saberes e possibilidades de transformação”, disse.

Durante a visita à Asmove, os estudantes conversaram com moradoras, crianças e adolescentes da comunidade. Luana e Nayane que são da comunidade compartilharam experiências, percepções, dificuldades e também as potencialidades de viver na Vila Emater-2.

“A escuta permitiu aos futuros profissionais conhecer questões que fazem parte do cotidiano da população, entre elas o acesso às políticas públicas, a necessidade de espaços de convivência e de atividades em tempo integral para crianças e adolescentes, além dos desafios relacionados à continuidade e à sustentabilidade dos projetos desenvolvidos no território”, pontuou a professora que acompanhou os estudantes.

A turma do curso de Psicologia da UMJ relatou que um dos pontos destacados pelas moradoras foi justamente a importância de iniciativas que tenham continuidade. Embora ações pontuais possam gerar impactos positivos, a interrupção de projetos pode fragilizar processos que dependem de tempo, vínculo, participação e construção coletiva.

Mais do que uma visita à comunidade, a aula de campo se transformou em uma experiência de aprendizagem baseada na escuta, no diálogo e na reflexão crítica sobre a realidade. A proposta possibilitou aos estudantes compreender como os fenômenos sociais repercutem na produção de subjetividades, nas relações comunitárias, nas condições de vida e nos processos de saúde e sofrimento.

Formação acadêmica conectada à realidade

A experiência reforça o papel da Psicologia Social Comunitária na formação dos futuros profissionais, contribuindo para que os estudantes compreendam que os sujeitos não estão isolados, mas inseridos em contextos históricos, sociais, econômicos, culturais e territoriais que participam diretamente da construção de suas experiências.

Para a UMJ, aproximar os estudantes das diferentes realidades sociais também significa fortalecer uma formação acadêmica comprometida com a responsabilidade social e com a construção coletiva do conhecimento.

Universidade e território: conhecimento construído em diálogo

A atividade também evidencia a importância da extensão universitária como dimensão fundamental da formação acadêmica. A universidade, enquanto instituição social, tem papel relevante na produção e democratização do conhecimento e na construção de relações com diferentes territórios e grupos sociais.

Nesse sentido, a proposta busca superar a ideia de que a universidade apenas leva conhecimento para a comunidade. Em uma perspectiva dialógica, estudantes, professores e moradores compartilham experiências e saberes, construindo novos conhecimentos a partir do encontro entre a academia e a realidade vivenciada no território.

A aula de campo, portanto, foi além de uma atividade complementar à disciplina. Representou uma oportunidade de articular teoria, metodologia e realidade social, permitindo aos estudantes vivenciar uma formação comprometida com a leitura crítica do mundo e com a construção de possibilidades de transformação.

Asmove fortalece parceria com a universidade

A Associação de Moradores da Vila Emater-2 vem se consolidando como um importante espaço de parceria para diferentes iniciativas de extensão da UMJ. Atualmente, o território recebe projetos vinculados aos cursos de Psicologia, Arquitetura e Administração, sob responsabilidade das professoras Layse Veloso e Samira, além de experiências desenvolvidas em parceria com o curso de Nutrição, com a professora Paloma.

A associação permanece aberta à construção de novas parcerias e ao diálogo com cursos interessados em conhecer o território, realizar diagnósticos participativos, identificar demandas e desenvolver, junto à comunidade, projetos que tenham continuidade e compromisso social.

A proposta é que a universidade esteja cada vez mais presente onde a vida acontece, construindo conhecimento com as comunidades e contribuindo para uma formação profissional socialmente referenciada. Cursos interessados em desenvolver ações de extensão em diálogo com a Vila Emater-2 podem procurar a professora Layse Veloso.

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